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1. Ingurgitamento mamário:
É mais comum em primíparas (mães de primeira viagem) e costuma aparecer no segundo dia pós-parto. Resulta do aumento da vascularização e congestão vascular das mamas e da acumulação de leite. Pode atingir apenas a aréola, o corpo da mama ou ambos.
Quando a aréola está ingurgitada, a criança não consegue uma boa pega, o que pode ser doloroso para a mãe e frustrante para a criança, pois, nestas condições, há dificuldade para a saída do leite.
Para o tratamento do ingurgitamento mamário, são úteis as seguintes medidas:
- Manter as mamas elevadas; usar um soutien apertado.
- Compressas frias entre as mamadas para reduzir a vascularização.
- Compressas quentes (ou ducha de água morna) antes das mamadas facilitam a saída do leite.
- Amamentar com freqüência. Se necessário, extrair o leite manualmente ou com bomba de sucção.
- Usar analgésico, se necessário.
2. Hipogalactia (diminuição do leite)
Queixa comum durante a amamentação é afirmar que se tem "pouco leite", ou que o leite é fraco. Esta está relacionada, freqüentemente, com a insegurança materna quanto à sua capacidade de nutrir o seu filho, fazendo com que interprete o choro da criança e as mamadas freqüentes (normal no bebê pequeno) como sinais de fome. A ansiedade que tal situação gera na mãe e na família pode ser transmitida à criança, que responde com mais choro. O complemento com leites artificiais muitas vezes alivia a tensão materna e essa tranqüilidade vai-se repercutir no comportamento da criança, que passa a chorar menos, reforçando a idéia de que ela realmente estava passando fome.
A suficiência de leite materno é avaliada através do ganho ponderal da criança e o número de micções por dia (no mínimo 6 a 8). Se a produção do leite parecer insuficiente para a criança, pelo baixo ganho ponderal na ausência de patologias orgânicas, cabe ao médico conversar com a mãe e tentar determinar o que está a interferir com a produção do leite.
Nesse caso, é importante orientar a mãe a complementar a mamada ao invés de substituí-la pelo leite artificial, mantendo assim o estímulo da sucção, indispensável para a produção do leite.
Além da sucção dos mamilos, alguns fatores estão relacionados com o aumento dos níveis séricos de prolactina, tais como o sono e o exercício físico.
3. Traumas nos mamilos
As mães devem ser orientadas a procurar assistência médica quando surgirem traumas dos mamilos. A amamentação não deve ser dolorosa. Atenção:
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Manter os mamilos sempre secos.
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Após as mamadas, passar algumas gotas de leite sobre os mamilos.
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Secar os mamilos
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Expressão manual da aréola antes das mamadas.
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Iniciar a amamentação pelo lado menos lesado.
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Variar o posicionamento do bebê nas mamadas, evitando que ele pressione as áreas traumatizadas.
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O uso de cremes com vitamina A e D ocasionalmente pode ajudar.
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Usar creme com corticóide após...